25 de ago. de 2014


BUROCRACIA POLICIAL

Sabemos que em nosso país a burocracia merece o apelido de “burrocracia”. Também não ignoramos que essa burocracia beneficia a certos setores governamentais e facilita a corrupção e o desvio de recursos públicos aos “abutres” no poder. São fatos infelizes, mas reais em nossa amada pátria.

Soube de uma história que é tão absurda, mas perfeitamente cabível nos moldes dessa confusão oficial instalada desde sempre nos meandros civis e militares por aqui. A contarei sutilmente para preservar as famílias envolvidas na situação, por respeito ao sofrimento causado pelo caso e compreendendo que muito disso não é culpa da força policial, mas do sistema que não serve às atuais necessidades das vítimas e tampouco serve às demandas criminais de nossos dias.

Um homem em minha cidade num ato passional e violento matou sua companheira com um golpe chamado Hadaka Jime ou Mata-Leão (como foi apelidado no Brasil). É um golpe de estrangulamento usado nas artes marciais japonesas, realizada pelas costas do oponente. É original do grupo de técnicas do jiu-jítsu e judô, conhecido como shime waza.

Após matá-la levou-a a um local em sua região e deixou o corpo à vista de quem passasse por ali. Veio-lhe um tremendo remorso pelo feito e decidiu entregar-se à polícia, confessando o crime e dizendo onde o corpo poderia ser encontrado. Apurado os fatos, a burocracia policial não o pode prender, pois sem o corpo (ainda não feito análise no IML), sendo o mesmo réu primário e não ter sido lavrado os autos para pedir sua prisão preventiva, mandaram-no esperar em sua residência, depois de liberá-lo da delegacia.

O seu crime chegou aos ouvidos dos reais criminosos de sua região e ameaçaram-lhe tirar a vida se o encontrassem e, temendo por sua vida (sem imaginar que tirou a de sua esposa sem pensar), foi novamente à delegacia para tentar ser preso pela segunda vez. Ao chegar, já havia dado tempo dos autos serem lavrados e sua prisão já havia sido pedida, foi encaminhado ao cárcere.

Isso não foi ficção, filme ou novela. Aconteceu realmente. É vergonhoso, trágico e assustador o caminho que nossa lei tomou para punir os crimes na sociedade e a ridícula tolerância que vemos com a hediondez perpetrada pelos que sabem que ficarão impunes com todas as desculpas que se dá para manter esse status quo.

Como constantemente diz minha esposa: “Que é isso, Brasil?”


© C. K. Carvalho
Agosto de 2014

15 de ago. de 2014

Pássaros Presos em gaiolas


"Pássaros criados em gaiola, acreditam que voar é uma doença."


Esta é uma das frases mais conhecidas de Alejandro Jodorowsky, um chileno-francês, filho de judeus, nascido em 1929, cineasta, dramaturgo, ator, autor, músico, escritor de quadrinhos e guru espiritual. Em seus pontos de vista religiosos, Jodorowsky chamou a si mesmo um "místico ateu". Com gosto pelo Tarô e sem ter terminado o curso de Psicologia, passou a trabalhar por muitos anos de sua vida com a terapia em três áreas: psicomagia, psicogenealogia e massagem iniciática.
         
 
Adicionar legenda
      Para Jodorowsky, a psicomagia visa curar as feridas psicológicas sofridas na vida. Essa terapia é baseada na crença de que o desempenho de determinados atos podem agir diretamente sobre a mente inconsciente, libertando-o de uma série de traumas, alguns dos quais, os praticantes da terapia acreditam são passadas de geração em geração.

A psicogenealogia, segundo ele, inclui o estudo da personalidade e da família árvore do paciente, a fim de melhor atender às suas fontes específicas. Coisas bem parecidas com as crenças dos Mórmons sobre a genealogia. Jodorowsky tem vários livros sobre seus métodos terapêuticos, já publicou mais de 23 romances e tratados filosóficos, junto com dezenas de artigos e entrevistas.

Imaginem um ateu místico. Que mistura confusa essa, não? Mas há espaço para qualquer coisa, por mais estranha que pareça no universo.

Pensando sobre a frase...

Ouso dizer que em linguagem poética e mística, como é comum a Jodorowsky, a frase poderia fazer sentido estético, porém é preciso dizer que: pássaros não “acreditam”, não “pensam” e não sabem o que é “doença”. Portanto, ela é somente uma frase solta, mesmo tendo a aparência de beleza subjetiva ou alguma analogia com as prisões da psique humana.


C. K. Carvalho
Pesquisador autônomo

Fonte:

Disponível em: http://en.wikipedia.org/wiki/Alejandro_Jodorowsky

13 de ago. de 2014


A Enorme e Histórica Contribuição dos Judeus ao Mundo

Extraído

Pouco tempo atrás, o Irã e o líder supremo, aiatolá Ruhollah Khomeini, pediu ao mundo muçulmano para boicotar tudo e qualquer coisa que tenha origem judaica. Em resposta, Meyer M. Treinkman, um farmacêutico, fora da bondade de seu coração, se ofereceu para ajudá-los em seu boicote da seguinte forma:

"Qualquer muçulmano que tenha sífilis não deve ser curado pelo teste de Wasserman que foi descoberto por um judeu Dr. Ehrlich. Muçulmanos que tenham gonorréia, não deveriam procurar o diagnóstico, porque vão estar usando o método de  um judeu chamado Neissner.

"Um muçulmano que tenha uma doença cardíaca não deve usar Digitalis, descoberta por um judeu, Ludwig Traube.

Se ele sofrer com uma dor de dente, não deve usar Novocaína, uma descoberta dos judeus, Widal e Weil.

Se um muçulmano tiver diabetes, não deve usar insulina, o resultado da pesquisa por Minkowsky, um judeu.

Se alguém tem uma dor de cabeça, deve evitar Pyramidon e Antypyrin, devido aos judeus Spiro e Ellege.

Muçulmanos com convulsões devem ficar assim, porque era um judeu Oscar Leibreich, que propôs o uso de hidrato de cloral.

Árabes devem fazer o mesmo com seus males psíquicos, porque Freud, pai da  psicanálise, era um judeu.

Se uma criança muçulmana pegar Difteria, ela deve abster-se de o "Schick" (reação), que foi inventado pelo judeu, Bella Schick.

Os muçulmanos devem estar prontos para morrer em grande número e não devem permitir o tratamento da orelha e danos cerebrais, trabalho de judeu ganhador do Prêmio Nobel, Robert Baram.

Eles devem continuar a morrer ou ficar aleijados por Paralisia Infantil, porque o descobridor da vacina antipolio é judeu, Jonas Salk.

Os muçulmanos devem se recusar a usar estreptomicina e continuar a morrer de tuberculose, porque um judeu, Zalman Waxman, inventou a droga milagrosa contra esta doença mortal.

Médicos muçulmanos devem descartar todas as descobertas e melhorias por dermatologista Judas Sehn Bento, ou o especialista em pulmão, Frawnkel, e de muitas outras de renome mundial cientistas judeus e especialistas médicos.

"Muçulmanos apropriadamente devem permanecer aflitos com sífilis, gonorréia, doença de coração, dores de cabeça, tifo, diabetes, transtornos mentais, convulsões poliomielite e tuberculose e terem orgulho em obedecer ao boicote islâmico".

Ah, e por falar nisso, não chame um médico em seu telefone celular porque o telefone celular foi inventado em Israel por um engenheiro judeu.

Que contribuições médicas para o mundo os muçulmanos fizeram?

A população Islâmica é de aproximadamente 1.200.000.000 (um bilhão e duzentos milhões) ou 20% da população do mundo.
Eles receberam os seguintes Prêmios Nobel:
Literatura:
1988 - Najib Mahfooz
Paz:
1978 - Mohamed Anwar El-Sadat
1990 - Elias James Corey
1994 - Yasser Arafat:
1999 - Ahmed Zewai
 Economia:
(Zero)
Física:
(Zero)
Medicina:
1960 - Peter Brian Medawar
1998 - Mourad Ferid
TOTAL: 7 SETE

A população global judia é de aproximadamente 14 milhões, cerca de 0,02% da população do mundo.
Eles receberam os seguintes Premios Nobel:
Literatura:
1910 - Paul Heyse
1927 - Henri Bergson
1958 - Boris Pasternak
1966 - Shmuel Yosef Agnon
1966 - Nelly Sachs
1976 - Saul Bellow
1978 - Isaac Bashevis Singer
1981 - Elias Canetti
1987 - Joseph Brodsky
1991 - Nadine Gordimer Mundial
Paz:
1911 - Alfred Fried
1911 - Tobias Michael Carel Asser
1968 - René Cassin
1973 - Henry Kissinger
1978 - Menachem Begin
1986 - Elie Wiesel
1994 - Shimon Peres
1994 - Yitzhak Rabin
Física:
1905 - Adolf Von Baeyer
1906 - Henri Moissan
1907 - Albert Abraham Michelson
1908 - Gabriel Lippmann
1910 - Otto Wallach
1915 - Richard Willstaetter
1918 - Fritz Haber
1921 - Albert Einstein
1922 - Niels Bohr
1925 - James Franck
1925 - Gustav Hertz
1943 - Gustav Stern
1943 - George Charles de Hevesy
1944 - Isidor Isaac Rabi
1952 - Felix Bloch
1954 - Max Born
1958 - Igor Tamm
1959 - Emilio Segre
1960 - Donald A. Glaser
1961 - Robert Hofstadter
1961 - Melvin Calvin
1962 - Lev Davidovich Landau
1962 - Max Ferdinand Perutz
1965 - Richard Phillips Feynman
1965 - Julian Schwinger
1969 - Murray Gell-Mann
1971 - Dennis Gabor
1972 - William Howard Stein
1973 - Brian David Josephson
1975 - Benjamin Mottleson
1976 - Burton Richter
1977 - Ilya Prigogine
1978 - Arno Penzias Allan
1978 - Peter L Kapitza
1979 - Stephen Weinberg
1979 - Sheldon Glashow
1979 - Herbert Charles Brown
1980 - Paul Berg
1980 - Walter Gilbert
1981 - Roald Hoffmann
1982 - Aaron Klug
1985 - Albert A. Hauptman
1985 - Jerome Karle
1986 - Dudley R. Herschbach
1988 - Robert Huber
1988 - Leon Lederman
1988 - Melvin Schwartz
1988 - Jack Steinberger
1989 - Sidney Altman
1990 - Jerome Friedman
1992 - Rudolph Marcus
1995 - Martin Perl
2000 - Alan J. Heeger
Economia:
1970 - Paul Anthony Samuelson
1971 - Simon Kuznets
1972 - Kenneth Joseph Arrow
1975 - Leonid Kantorovich
1976 - Milton Friedman
1978 - Herbert A. Simon
1980 - Lawrence Robert Klein
1985 - Franco Modigliani
1987 - Robert M. Solow
1990 - Harry Markowitz
1990 - Merton Miller
1992 - Gary Becker
1993 - Robert Fogel
Medicina:
1908 - Elie Metchnikoff
1908 - Paul Erlich
1914 - Robert Barany
1922 - Otto Meyerhof
1930 - Karl Landsteiner
1931 - Otto Warburg
1936 - Otto Loewi
1944 - Joseph Erlanger
1944 - Herbert Spencer Gasser
1945 - Ernst Boris Cadeia
1946 - Hermann Joseph Muller
1950 - Tadeus Reichstein
1952 - Selman Abraham Waksman
1953 - Hans Krebs
1953 - Fritz Albert Lipmann
1958 - Joshua Lederberg
1959 - Arthur Kornberg
1964 - Konrad Bloch
1965 - François Jacob
1965 - Andre Lwoff
1967 - George Wald
1968 - Marshall W. Nirenberg
1969 - Salvador Luria
1970 - Julius Axelrod
1970 - Sir Bernard Katz
1972 - Gerald Maurice Edelman
1975 - Howard Martin Temi
1976 - Baruch Blumberg S.
1977 - Roselyn Sussman Yalow
1978 - Daniel Nathans
1980 - Baruj Benacerraf
1984 - Cesar Milstein
1985 - Michael Stuart Brown
1985 - Joseph L. Goldstein
1986 - Stanley Cohen [& Rita Levi-Montalcini]
1988 - Gertrude Elion
1989 - Harold Varmus
1991 - Erwin Neher
1991 - Bert Sakmann
1993 - Richard J. Roberts
1993 - Phillip Sharp
1994 - Alfred Gilman
1995 - Edward B. Lewis
1996 - Lu RoseIacovino
TOTAL: 129!

Os judeus não promovem lavagem cerebral em crianças em campos de treino militar, ensinando-os a fazerem-se explodir e causar mortes de judeus e outros não-muçulmanos.

Os judeus não seqüestram aviões, nem matam atletas nos Jogos Olímpicos, ou fizeram explodir-se em restaurantes alemães.

Não há um único judeu que tenha destruído uma igreja.

Não há um único judeu que proteste matando pessoas. Os judeus não fazem tráfico de escravos, nem tem líderes que pedem Jihad e morte a todos os infiéis.

Talvez os muçulmanos do mundo devam considerar investir mais em educação e menos em padrão, culpando os judeus por todos os seus problemas.

Os muçulmanos devem perguntar “o que eles podem fazer para a humanidade ", antes de exigir que a humanidade os respeite.

Independentemente dos seus sentimentos sobre a crise entre Israel e os palestinos e seus vizinhos árabes, mesmo se você acredita que há mais culpa por parte de Israel, as duas frases seguintes realmente dizem tudo:

Se os árabes depuserem as armas hoje, não haveria violência nunca mais?
Se os judeus depuserem as armas hoje, não haveria mais Israel?

É uma questão de história que, quando o Comandante Supremo das Forças Aliadas, General Dwight Eisenhower, encontrou as vítimas dos campos de extermínio, ele ordenou todas as fotografias possíveis a serem tomadas, e que os alemães das cidades vizinhas fossem guiados através dos campos e ainda fez a enterrar os mortos.

Ele fez isso e disse em palavras: "Tenham tudo sobre documentação - obtenham os filmes - obtenham as testemunhas - porque em algum lugar no caminho da história algum bastardo se erguerá e dirá que isto nunca aconteceu '

Recentemente, no Reino Unido debatem-se para remover o Holocausto dos seus currículos escolares porque 'ofende' a população muçulmana, que afirma que nunca ocorreu. Ele não foi removido ainda. No entanto, este é um presságio assustador sobre o medo que está atingindo o mundo, e o quão facilmente cada país se rende a ele.

E agora, após a Segunda Guerra Mundial na Europa terminada, há mais de 65 anos. Agora, mais do que nunca, com o Irã, entre outros, sustentando que o Holocausto é um mito, é imperativo assegurar que o mundo nunca esqueça. Quantos anos vão passar para que se pense que o ataque ao World Trade Center 'nunca aconteceu' porque ofende alguns muçulmanos nos Estados Unidos?

"Em Deus nós confiamos, e somos uma nação sob Deus"!

C.K. Carvalho

Agosto de 2014

18 de jun. de 2014


Percepção de Hamster

São bichinhos fofinhos e desejados por muitas crianças e até por adultos no Ocidente. São roedores e, por natureza, destroem tudo o que for de madeira e papel em seu ambiente, mas isso é natural, pois seus dentes necessitam disso. Gostam de seus brinquedos e entre eles as rodas giratórias. Elas são essenciais para aliviar o estresse e ajudar o hamster a não ficar obeso.

Apresentação feita estive pensando estes dias sobre este animalzinho quando está girando aquela roda. Para o hamster todo o mundo ao seu redor se move enquanto se exercita ali. As pessoas passam por ele, luzes se acendem e apagam, móveis são tirados do lugar, tudo se move ao seu redor, mas ele, ainda que movimentando-se, não sai do lugar.

Pensei que esta situação pode ter alguma conexão conosco. Imagine que a vida está passando, as pessoas estão se locomovendo indo de um lado para outro, as coisas estão se movendo, os veículos passam próximos de nós e ouvimos seus sons, ouvimos as vozes de outros passando, todo o mundo se move, mas nós podemos estar num movimento de hamster.

No movemos ao redor de nós mesmos e de nossos impulsos, realizamos ações que não criam qualquer tipo de sinergia com outros, vivemos enclausurados em nossas próprias rodas giratórias da alma, e o pior, como um hamster, é possível que estejamos pensando que fazemos parte do movimento do mundo ao nosso redor. Isso é altamente preocupante.

É preciso sair de nossas gaiolas giratórias da alma, é necessário criar sinergia com outros, é preciso se envolver com a vida e conviver com o nosso entorno de pessoas e de demandas sociais, é preciso ser solidários e olhar para além de nossos guetos particulares e é igualmente necessário destruir a percepção de hamster em nosso olhar da vida e do mundo.


C. K. Carvalho

11 de junho de 2014

11 de jun. de 2014


Analfabetismo no Brasil – o mesmo do mesmo

Folheando uma antiga Enciclopédia Barsa de 1977, leio que nos anos 1970, o Censo Demográfico contava que 38% da população de então era analfabeta, num universo de mais de 93 milhões de pessoas oficialmente. Fiquei curioso e me detive um pouco de meus afazeres para pesquisar o quadro atual de nossas condições. Fui à “Barsa” de nossos dias, o Google, para verificar alguma notícia oficial.

Segundo as pesquisas do IBGE, o Brasil em 2000 contava em sua população com 12,8% de analfabetos e já no Censo de 2010, esse índice caiu para 9%. Isto significa duas coisas básicas: o nível de escolarização dos brasileiros aumentou nos últimos 40 anos e o número de alfabetizados passou para 91% em nossa população. Em 2012, os dados parciais já apontavam que o número de analfabetos haviam novamente caído para 8,7% do número total de brasileiros. Os dados são promissores.

Porém, outro quadro aparece que faz com que se necessite repensar a forma ou as técnicas utilizadas na alfabetização por aqui. O IBGE apontava em 2001 que 33% dos brasileiros eram analfabetos funcionais e em 2012 eram 20%. Hoje diz-se que esta taxa está em 18,4%. Uma pessoa considerada analfabeta funcional pode variar em dois níveis mais comuns para efeito de comparação. Vejamos:

Alfabetizados em nível rudimentar: localizam uma informação explícita em textos curtos e familiares (como, por exemplo, um anúncio ou pequena carta), leem e escrevem números usuais e realizam operações simples, como manusear dinheiro para o pagamento de pequenas quantias.

Alfabetizados em nível básico: leem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo com pequenas inferências, leem números na casa dos milhões, resolvem problemas envolvendo uma sequência simples de operações e têm noção de proporcionalidade.

     Agora façamos a matemática básica. Estamos em 2014 e lidamos com os dados do IBGE até 2012, mas estatisticamente podemos fazer inferências pelos números. Ao somarmos o número de analfabetos brasileiros com o de analfabetos funcionais, contamos ainda com o elevado percentual de 27,1% segundo as melhores pesquisas. Isto significa novamente duas coisas:
1.                              
                  Avançamos realmente na questão da alfabetização básica das pessoas.
2.     
                Mas em 42 anos só conseguimos alfabetizar plenamente 11% do total de analfabetos em relação ao percentual de 1970.

     Com esse percentual de alfabetização o crescimento de plenos alfabetizados foi de apenas 2,75% a cada 10 anos e 0,27% a cada ano, bem diferente das taxas apresentadas pelos nossos órgãos oficiais que declaram que o índice de analfabetismo cai 0,4% ao ano. Desta forma, é clara e evidente que nossa política educacional necessita de mudanças concretas para que os números não sejam alterados somente por causa de palavras – analfabetos / analfabetos funcionais / alfabetizados básicos – mas que alcancemos o nível sonhado de elevado percentual de plenamente alfabetizados.

      Sabemos que as condições de 40 anos atrás eram outras, a população era bem menor que a atual e os acessos também, mas na era da tecnologia é inaceitável as desculpas de hoje em nome das dificuldades do passado. Num país onde a educação é um direito constitucional, ainda estamos longe de tornar-se uma realidade plena para todos. A educação é um esforço consciente de todos, dos pais, da sociedade e do Estado.

       À luta, Brasil!


Carlos Carvalho
Graduando em Ciências Sociais pela Universidade Metodista de São Paulo

Referências:

Constituição da República Federativa do Brasil. Texto atualizado 2013. Pdf. Artigo 205.

Enciclopédia Barsa. São Paulo:Encyclopaedia Britannica Editores Ltda, 1977. Volume 3. p. 237-238.

IBGE: analfabetismo cresce pela primeira vez desde 1998. Disponível em: http://noticias.terra.com.br/educacao/ibge-analfabetismo-cresce-pela-primeira-vez-desde-1998,e5e1e55448c51410VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html. Acessado em 10/06/2014.

Inaf aponta o perfil do analfabeto funcional brasileiro. Disponível em: http://www.ibope.com.br/pt-br/noticias/Paginas/Inaf-aponta-o-perfil-do-analfabeto-funcional-brasileiro.aspx. Acessado em 10/06/2014.

Taxa de analfabetismo para de cair no Brasil após 15 anos, diz Pnad54. Disponível em: http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/09/27/analfabetismo-volta-a-crescer-no-brasil-apos-mais-de-15-anos-de-queda.htm. Acessado em 10/06/2014.

Você sabia que o número de pessoas que não sabem ler ou escrever está diminuindo no Brasil? Disponível em: http://7a12.ibge.gov.br/vamos-conhecer-o-brasil/nosso-povo/educacao. Acessado em 10/06/2014.




MACONHA e seus defensores

No início do mês de junho de 2014, aconteceu o debate na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado para considerar as possibilidades da legalização da maconha no Brasil. O evento é parte da proposta do Senado para compreender o problema e tentar dar uma justificativa posterior na elaboração de uma futura lei que permita ou proíba o seu uso em nosso país.

A principal declaração dessa reunião ficou por conta do representante do Uruguai, Julio Heriberto Calzada, Secretário Nacional de Drogas do Uruguai, o primeiro país da América do Sul a sancionar o uso legal da substância. Segundo ele, O Uruguai conseguiu reduzir a zero as mortes ligadas ao uso e ao comércio da maconha desde que o país adotou regras para regulamentar o cultivo e a venda da droga. Ele participou de debate na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Em resposta ao senador Cristovam Buarque (PDT-DF), Calzada disse que a legalização da maconha talvez aumente o número de usuários, mas ele acredita que a combinação com outras ferramentas de política pública, em aspectos culturais e sociais, poderão modificar padrões de consumo e levar ao êxito na redução de usuários. Conforme relatou, o país assegura o acesso legal à maconha por meio de autocultivo, com até seis pés por cada moradia; pela participação de clubes de cultivo, com 15 a 45 membros; ou pela aquisição a partir de um sistema de registro controlado pelo governo.

Chama-nos a atenção que a Comissão do Senado ainda parece não ter compreendido que esta é uma discussão que caminha na direção errada, pois não leva em consideração dois fatores extremamente importantes no cenário global. O primeiro é que a Organização das Nações Unidas (ONU) em todas as suas publicações de saúde não aconselha a nenhum país do mundo na rota da legalização de quaisquer drogas – e isso é de grande importância, visto que esta organização leva em questão publicações e pesquisas feitas com os maiores especialistas do mundo – e isso vai do tabaco ao álcool.

A segunda tão séria quanto a primeira é que países da Europa como Países Baixos (Holanda), Suíça e Dinamarca, outrora celebrados como os grandes líderes na liberação total do uso das drogas e de outras atividades como a prostituição, seguem atualmente uma inversão quase que total de suas anteriores ações, vetando, fechando locais e sendo mais rígidos com as drogas. Fica a pergunta: porque não convocaram para a mesma seção representantes desses países a fim de se averiguar que a realidade após algumas décadas não foi a esperada pelas autoridades?

Por fim, chamar um representante de um país pequeno de pouco mais de 3 milhões de habitantes, em que a legalização da droga não fez nem aniversário de um ano para tentar nos dizer que neste meses de vigência da lei não houve nenhuma morte em seu país por causa da legalização da maconha é uma piada de mau gosto. Quem em sã consciência acreditaria no que esse senhor declarou? Somente os que têm a ganhar com tal descalabro. Um claro caso de manipulação de palavras.

Quantas pessoas morreram oficialmente no Brasil na última década por uso da substância chamada maconha? Nenhum. Simplesmente porque esse número não existe. As mortes não são causadas pelo uso da maconha, mas por intoxicações (overdoses) ou crimes relacionados com o tráfico, portanto, sequer precisávamos ouvir o Sr. Calzada sobre isso. Também é fato que o uso da maconha provoca doenças e alterações mentais que podem prejudicar definitivamente quem usa e isso já está documentado por pesquisas. Resta-nos somente esperar o desfecho.


Carlos Carvalho
Junho de 2014

Referências:

Maconha. Publicação do Ministério da Justiça. Disponível em: http://www.obid.senad.gov.br/portais/OBID/conteudo/index.php?id_conteudo=11294&rastro=INFORMA%C3%87%C3%95ES+SOBRE+DROGAS%2FTipos+de+drogas/Maconha

Mudanças na Vitrine. Revista Veja. Disponível em: http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=26897.

Relatório Brasileiro sobre Drogas 2013. Disponível em: http://www.escs.edu.br/arquivos/RelatorioBrasileirosobreDrogasResumoExecutivo.pdf

Relatório Mundial sobre Drogas 2013. Disponível em: http://www.onu.org.br/relatorio-mundial-sobre-drogas-2013-observa-a-estabilidade-no-uso-de-drogas-tradicionais-e-aponta-o-aumento-alarmante-de-novas-substancias-psicoativas/

Senado debate proposta para regulamentar uso da maconha no Brasil. O Dia Brasil. Disponível em: http://odia.ig.com.br/noticia/brasil/2014-06-02/senado-debate-proposta-para-regulamentar-uso-da-maconha-no-brasil.html.


Identidade: brasileiro

A brasilidade são as coisas que caracterizam as pessoas que amam e moram no Brasil e nos distinguem das demais nações. Como povo somos uma grande mistura de vários povos, inicialmente dos ameríndios, portugueses e negros, e até os nossos dias uma enorme miscigenação acontece com uma infinidade de uniões de brasileiros com pessoas de outras nações. Mas todos que aqui habitam são BRASILEIROS – os nascidos ou os nacionalizados.

Com esta definição em mente é preciso fazer uma distinção bem nítida das coisas. Não somos norteamericanos, não somos latinos, não somos asiáticos nem africanos ou nenhuma outra denominação estrangeira, somos BRASILEIROS. Não estamos criticando as nações ou exercendo alguma forma de preconceito xenofóbico, pois o brasileiro está de braços abertos a todas as nações. Cremos que quanto mais nos miscigenamos, mais fortes somos, porque ao adquirirmos características de outros povos, saímos mais robustecidos com isso.

A miscigenação neste caso específico funciona não como um fator deficitário de nossa identidade, mas ao contrário, como um catalisador que absorve o melhor que os outros têm. É certo que as fraquezas e a impiedade também são passadas nesse processo, mas ao cabo dos anos, elas vão dando lugar ao melhor se soubermos lidar com elas e suplantá-las. O brasileiro é um constante miscigenado e precisamos aprender a usar isso a nosso favor.

Portanto, há uma cultura propriamente brasileira e ela não é uma cultura indígena, européia, americana ou africana. Os que querem nos fazer viver ou impor outras culturas sobre nós, de fato não pensam como brasileiros, mas como estrangeiros. Somos mais que uma única fonte cultural, somos a soma de todas as que nos geraram. Se pudéssemos criar uma síntese de tudo isso o que diríamos? Se pudéssemos gerar um supra-sumo dessas culturas, quais características sobressairiam às demais?

O(A) BRASILEIRO(A) ama a sua pátria, ama o seu chão, ama as suas florestas e biomas diversos, ama suas praias, é apaixonado(a) pela família, é extremamente alegre, mesmo nas dificuldades, é forte nas provações, gosta de suas festas (que ele(a) mesmo(a) transformou), ama a Deus acima de tudo, é solidário(a), é pacífico(a), mas se precisar será guerreiro(a) ao extremo, é inteligente e criativo(a), é rico em sentimentos, é portador da vida.

Isto é ser brasileiro(a), o resto é parte das culturas que tentam nos doutrinar e disciplinar para sermos algo diferente do que somos. Sei que é difícil digerir isto, mas não somos católicos, não somos evangélicos, não somos protestantes, não somos espíritas ou outra coisa religiosa, em primeira instância somos BRASILEIROS(AS). Todos nós, negros, pardos, amarelos, indígenas ou brancos, somos BRASILEIROS(AS). Não há outra denominação mais forte do que esta, que nos identifica conosco mesmo, somos BRASILEIROS(AS).

Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
(Últimas estrofes do Hino da Independência)


C. K. Carvalho
10 de junho de 2014
Teólogo e graduando em Ciências Sociais pela Universidade Metodista de São Paulo

Fundador da ONG ABAN Brasil