25 de mar. de 2015


A SOLUÇÃO CONCRETA PARA A QUESTÃO DA MAIORIDADE PENAL EM FACE DA VIOLÊNCIA DO MENOR


Estão discutindo e rediscutindo, contudo, sem nenhum avanço concreto na questão da maioridade penal e da violência cada vez maior cometidas pelos menores de 18 anos. As justificativas para diminuir a idade penal e a de não diminuí-la são igualmente justas e corretas. Então o que fazer diante deste impasse? A solução é bem simples, na verdade, e ela vem em duas pequenas ações através de Emenda Constitucional:

Primeiro – condena-se os menores com penas de adultos, aos que cometerem crimes de homicídio doloso, crime hediondo, latrocínio, terrorismo e seqüestro.

Segundo – utiliza-se os dispositivos corretivos do ECA para os menores que cometerem os crimes de menor escala violenta, como furtos e roubos e posse de entorpecentes.

Não será preciso mudar a Constituição, fazer plebiscitos nem ficar perdendo tempo com discussões que não nos levam a lugar nenhum. Onde está a vontade política? Pois a do povo já está clara! .



C. K. Carvalho
Teólogo e Cientista Social

10 de mar. de 2015

OS 10 MANDAMENTOS DA BOA ADOLESCÊNCIA



OS 10 MANDAMENTOS DA BOA ADOLESCÊNCIA


I
Errar faz parte da vida, mas continuar no erro é burrice!

II
Esteja aberto ao novo, mas tenha critérios. Exercite a escolha consciente.

III
Correr riscos é parte natural da vida, porém ir em direção da morte não é inteligente!

IV
Os amigos são maravilhosos, desde que não nos usem ou nos destruam.

V
Ouça seus pais, também tome as próprias decisões assumindo toda a responsabilidade delas.

VI
Aventurar-se aumenta as chances de sucesso, mas o “tiro pode sair pela culatra”. Procure raciocinar sempre!

VII
Você é único(a). Não há ninguém igual a você, por isso escolha o grupo que lhe impulsiona a ser melhor a cada dia.

VIII
Prepare-se o melhor que puder para quando chegar o tempo de seguir o seu próprio caminho.

IX
Todos nascem sem saber e aprendem enquanto crescem. Estude e aprenda. Quando se tornar adulto, verá os excelentes resultados disso.

X

Nunca se permita entristecer por alguém te rejeitar, não te convidar ou por dizer coisas horríveis sobre você. Você é o futuro, a próxima geração. Contamos com você, precisamos de você!


By Carlos Carvalho

5 de mar. de 2015

Na Relação do Trabalho e os Impostos no Brasil...



Na Relação do Trabalho e os Impostos no Brasil...


Você trabalha:


1 dia e meio para financiar o Programa Bolsa Família.

20 dias e meio para financiar os Estados, os Municípios e a União.

13 dias para financiar a Educação.

20 dias para financiar os juros que vão para a classe de alta renda (cerca de 20 mil famílias).



Fonte:


BAVA, Silvio Caccia, Org. Thomas Piketty e o segredo dos ricos. / Organização de Silvio Caccia Bava. Tradução: Equipe Le Monde Diplomatique Brasil – São Paulo: Veneta; Le Monde Diplomatique Brasil, 2014. p.69.

18 de fev. de 2015

Perseguição a judeus em Paris


Em vídeo, jornalista expõe a perseguição de judeus em Paris


Zvika Klein
Zvika Klein: jornalista caminhou pelas ruas da capital francesa para mostrar as agressões aos quais estão submetidos os judeus. Registrou olhares de ódio, cusparadas e xingamentos.
Klein desejava mostrar ao mundo a perseguição, as agressões verbais e os gestos ofensivos (como até cusparadas) aos quais os judeus estão diariamente submetidos na capital francesa. Para tanto, contou com o auxílio de um fotógrafo, que ficou responsável pelos registros, e de um guarda-costas, que o monitorou a distância para prevenir qualquer situação de violência.
“Bem-vindos a Paris de 2015”
O vídeo começa na Torre Eiffel, cartão postal parisiense, e, em seguida, mostra a jornada do jornalista em áreas centrais da cidade e também nos subúrbios.
“As regiões turísticas foram relativamente calmas, mas na medida em que eu me distanciava delas, ficava cada vez mais ansioso por conta dos olhares de ódio que recebi”, relatou Klein em artigo publicado no site de notícias NRG.
O experimento resultou em dez horas de áudios e imagens que foram reduzidas em um vídeo de cerca de dois minutos de duração. Vale lembrar que o conteúdo editado não mostra todas as manifestações (positivas ou negativas) registradas ao longo do dia e privilegia cenas em áreas majoritariamente muçulmanas. 
Um dos trechos que ficou de fora da edição mostrava o comportamento de uma criança ao se deparar com ele. “Olha mamãe”, disse o menino para uma mulher usando um hijab, vestimentas islâmicas, “o que é que ele está fazendo aqui? Será que não sabe que pode ser morto?”, questionou ele.
O experimento foi postado por Klein no YouTube no início desta semana e já contabiliza mais de três milhões de visualizações. Segundo ele, a ideia de produzi-lo veio depois da divulgação do vídeo da americana Shoshana Roberts, no qual ela registrou uma caminhada de dez horas em Nova York para mostrar o assédio sofrido por mulheres no dia a dia.


Fonte:
EXAME. com. Disponível em: http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/em-video-jornalista-expoe-a-perseguicao-de-judeus-em-paris

10 de dez. de 2014

Brasil tem maior número absoluto de homicídios do mundo


O Brasil tem o maior número absoluto de homicídio do mundo e, de cada cem pessoas que são assassinadas por ano no planeta, cerca de 13 são registrados no País. Os dados fazem parte do primeiro levantamento realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a violência e que revela a dimensão do problema em todos os continentes. 

Segundo a OMS, o total de homicídios no mundo chega a 475 mil. Em números absolutos, o Brasil é o líder no ranking, com uma estimativa de 64,3 mil homicídios em 2012. O País é seguido por 52 mil homicídios na Índia, 26 mil no México, 20 mil na Colômbia, 18 mil na Rússia e na África do Sul e 17 mil na Venezuela e nos Estados Unidos.

Os números da OMS, porém, são bem superiores ao que o governo brasileiro forneceu à entidade, com respeito a 2012. Segundo os valores oficiais, foram 47,1 mil homicídios naquele ano, com uma taxa de 24,3 incidentes para cada cem mil pessoas. 

Mas a entidade decidiu realizar um "ajuste", considerando a qualidade dos números fornecidos pelo Brasil. A OMS considerou que os números fornecidos pelo Ministério da Saúde teriam de ser incrementado em cerca de 18% para estar no mesmo nível dos registros da polícia brasileira. Para completar, a entidade estimou que outros 17% de elevação teriam de ocorrer para cobrir o número de homicídios não registrados. 

Proporção

Levando em consideração a dimensão do Brasil e de sua população, o País não ocupa a liderança. Mas, ainda assim, está entre os dez locais mais perigosos do mundo. A taxa de 32 mortos para cada 100 mil pessoas é mais de cinco vezes superior à média mundial, de pouco mais de 6 homicídios para cada cem mil pessoas. Considerando esse critério, o local com maior taxa de homicídio do mundo é Honduras, com 103,9 incidentes a cada 100 mil pessoas. O segundo lugar é a Venezuela, com 57 casos, contra 45 na Jamaica e 43,9 incidentes na Colômbia e em El Salvador. 

Em todo o mundo, a OMS aponta para uma queda de 16% no número de homicídios entre 2000 e 2012. Mas, ainda assim, ele correspondente ainda ao terceiro maior fator para mortes de homens entre 15 e 44 anos. Para a OMS, uma ação imediata precisa ser tomada e alerta que a violência é ainda generalizada, mesmo quando não há um homicídio. Uma de cada quatro crianças é fisicamente abusada, 20% das meninas foram violadas sexualmente e um terço das mulheres no mundo foi alvo de violência de seus parceiros.  

Na avaliação da entidade, poucos países de fato implementam programas para coibir a violência. Apenas um terço dos 133 países avaliados implementa iniciativas dessa ordem. Apenas metade faz vigorar de fato leis contra a violência. 50% dos governos avaliados têm serviços para dar apoio a vítimas da violência.  

"As consequências da violência em comunidades são profundas", alertou Margaret Chan, diretora-geral da OMS, que pediu nesta quarta-feira, 10, para que governos coloquem a prevenção como prioridade.


Fontes:
MSN
Estadão

25 de nov. de 2014

Um Mundo em Convulsão


Um Mundo em Convulsão

Introdução

Após o dia 11 de setembro de 2011 – trágico para a população americana e emblemático para as mudanças das relações internacionais – a partir dali, o mundo viu diante de si, tanto a nova face mais organizada e ousada do terrorismo, quanto o retorno de uma política global mais violenta, combativa e aguerrida na busca de hegemonia e controle dos recursos, das tecnologias e da velha influencia militar dos “impérios modernos”.

Tudo isso se soma a um momento histórico que tende a ser de via dupla, de um lado as tensões sociais em busca de mais liberdades, mais políticas públicas que atendam a demanda popular dos grandes centros, mais segurança, emprego, dinheiro e etc., ao mesmo tempo, do outro lado, um tempo de crises financeiras, escândalos internacionais, conflitos armados, altos índices de criminalidade gerais e assim por diante. Este momento histórico é definido pela palavra “instabilidade”.

Diante destas perspectivas, o que nos resta? Quais as respostas para um mundo tão incerto e igualmente desejoso de paz e prosperidade para todos? Como poderemos viver doravante sabendo que de um momento para o outro tudo pode mudar, simplesmente porque algum líder mundial decidiu por conta própria invadir uma nação soberana e matar seus cidadãos, sem, contudo, prestar contas de seus atos ao mundo, como vimos os conflitos na antiga União Soviética recentemente? Temos muito trabalho pela frente se quisermos alterar de fato o continum histórico que vemos!

Modernidade vs. Pós-modernidade

É lugar comum nos discursos fazermos referências quanto ao tempo no qual vivemos. Temos dito com frequência que a modernidade, com toda a sua pujança, sua vitalidade, sua moral e ética elevadas, seus grandes sonhos de um mundo novo, globalmente livre e democrático e os grandes ideais políticos, quando não morreram, deram lugar ao que chamamos de pós-modernismo, com sua linguagem não mais reconhecida, sua dependência da tecnologia, sua escassa falta de tempo para os relacionamentos e sua insistente relativização das coisas e da própria vida.

Este tempo marcado pelas novas conquistas – não mais territoriais ou aventuras marítimas – mas agora “científicas” e tecnológicas, nos remetem a um ambiente outrora jamais pensado das redes sociais, da vida online e do aumento das horas perdidas em falso entretenimento que não leva em conta as coisas mais importantes, como a família, o relacionamento social real e a solidariedade para com os que enfrentam problemas concretos em sua existência.

No cenário internacional somos bombardeados diariamente com notícias de conflitos e tensões que não dizem diretamente nada quanto à nossa maneira de viver, mas que afetam, por exemplo, as bolsas de valores em todo o globo. Um terremoto ou possível sinal de tsunami poderá fazer com que investimentos vultosos deixem de ser colocados à disposição de países que deles necessitam e evitar que água e remédios cheguem a populações desesperadas.

Caminhando

Quando ouvimos ou lemos palavras como “globalização” e “capitalismo” hoje vemos as coisas totalmente diferentes do que víamos a duas ou três décadas atrás. Globalização traz em si o receio da perda da identidade nacional somado à perda da capacidade de geração de riquezas por parte dos trabalhadores e produtores nacionais diante de uma concorrência desleal. Capitalismo traz consigo o resultado de sua não compreensão e desvio dos mais grosseiros na direção de uma cultura de consumo, da destruição contínua dos recursos naturais e dos bolsões de pobreza cada vez maiores no mundo. Onde tudo isso nos levará?

Se nos dispuséssemos a fazer uma análise apenas superficial de grande parte dos autores do último século até a presente data somente “descobriríamos” que eles falaram e falam praticamente das mesmas coisas – ao menos na relação à geopolítica, globalização, capitalismo e o tempo atual – de incertezas e de instabilidades, no mundo, nas sociedades e no interior das pessoas. Esperamos encontrar o caminho para que não retornemos aos mesmos erros do passado.


C. K. Carvalho