30 de set. de 2013

Roubos & Lucros

Estava comprando a revista Carta Capital em uma banca de jornal do centro de minha cidade atual e, enquanto me dirigia para fazer o pagamento, passava em uma TV no local, um assalto quase que cinematográfico a dois carros-fortes que havia acontecido na Rodovia Anhanguera há alguns meses atrás.

Não sabia do que se tratava a reportagem no momento, mas impressionou a todos s que estavam na banca a ousadia e as cenas de explosões e tiros. Ao final, a voz do repórter dizia que os bandidos tinham conseguido fugir com cerca de 7 milhões de reais dos carros-fortes.

Ao falar com a jovem que me atendeu, como qualquer brasileiro, comentamos o ocorrido, e ela considerou que achava “legal” o fato dos criminosos terem fugido sem serem pegos, que assim estava bom, pelo menos. Disse-lhe que ela não fazia ideia do que estava falando, pois no final, todos nós pagamos por tudo isso.

Acredito que ela tenha considerado “legal” o fato da fuga dos bandidos, por se tratar de dinheiro dos bancos e não o dela. Isso é comum na maioria das pessoas sem informação. Elas acham que esse tipo de ação nada tem a ver com elas, e, contanto que não sejam elas as roubadas, não há problemas.

Desconhecem o fato que o sistema bancário tem seguro contra esse tipo de situação, e o pior, mal sabem que nós todos, os que temos uma conta bancária, iremos depois pagar por todo esse “prejuízo” com as taxas inúmeras, os valores sobre os serviços, os contratos que lesam o cidadão, com as altas taxas de juros cobradas de todos os correntistas.

Ela, e parece que a maioria dos brasileiros não sabe, que não vemos nenhuma notícia de nenhum banco reclamando dos assaltos, dos furtos, das explosões dos caixas eletrônicos e jamais se perguntaram o porquê disso. Os bancos de fato não tomam nenhum prejuízo real com nada do que acontece com o dinheiro e o povo não sabe por quê.

Será possível que não sabem que esse dinheiro é nosso, de todos os que possuem conta e poupança nos bancos e eles apenas o usam para emprestar a juros altos a outras pessoas e ganhar mais dinheiro? Portanto, nenhum banco está de fato, em última instância, preocupado com o destino do dinheiro que é roubado. Eles o terão de volta cobrando de nós.

Em 2012, o lucro real dos bancos no Brasil ultrapassou a casa dos 45 bilhões de reais, mesmo que tenha sido um pouco inferior ao dos anos anteriores. Esse lucro diminuiu em 2012, após 16 anos de lucratividade positiva. É uma festa para os acionistas e seus donos. O lucro é o resultado esperado de qualquer negócio, mas o tipo de lucratividade que têm os bancos no Brasil é um assalto ao bolso dos brasileiros e isso com a permissão de nossos governantes.

Mais tarde um pouco, em uma borracharia da cidade, me inteirei de que aquela notícia que vi pela manhã era uma reprise das cenas veiculadas meses atrás e estava passando porque os assaltantes daquele caso haviam sido presos pela polícia. Confesso que gostaria de ter voltado à banca e perguntado à jovem o que ela diria sobre isso.

© Carlos Carvalho

Fontes:

Lucro de grandes bancos privados recua em 2012. Disponível em: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=116192


Lucro consolidado de BB, Bradesco e Itaú tem 1ª queda em 16 anos. Em: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1240356-queda-na-lucratividade-de-bancos-em-2012-foi-a-primeira-em-15-anos-diz-consultoria.shtml

27 de set. de 2013


Seminário Internacional de Educação em Guarulhos

27 de setembro de 2013

  
Nesta manhã, nas apresentações dos dados e números do universo da TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) nas escolas, feitas pelos representantes do Peru, da Argentina, de São Bernardo do Campo e do MEC, fiquei impressionado com a dimensão e o tamanho do trabalho que têm sido realizados nas escolas públicas e com o que ainda precisa ser feito.

Muitas vezes, ao criticar os órgãos governamentais e a qualidade do ensino público, passa-se desapercebidos os desafios, os problemas e as circunstâncias do universo envolvido de uma nação e o quanto é laborioso o trabalho de educar. Educar ou fazer uma educação de qualidade e gratuita é um esforço colossal.

É preciso, claro, melhorar e criar processos contínuos de melhoramento do sistema, da qualidade do ensino, dos conteúdos e do aperfeiçoamento continuado dos professores/educadores, mas não se deve esquecer o longo processo e a longa jornada até aqui e tudo quanto já foi realizado e está sendo feito.

Sou grato pela escola pública, sou fruto dela e com maravilhosas lembranças. Grato aos meus queridos professores de meu primeiro e segundo graus (como se chamava em minha época). Grato aos meus alfabetizadores, incluindo minha tia Luci, professora municipal. Quem de nós, não gostaria que o mesmo espírito escolar de nossa geração fosse visto ainda hoje, guardadas as devidas proporções?

De minha parte, comprometo-me a lutar e trabalhar por uma educação plena que crie uma real e verdadeira transformação na sociedade, começando na transformação interior de cada brasileiro.


Carlos Carvalho

13 de set. de 2013


Abutres do Novo Mundo

Em minha caminhada matinal hoje vi um número expressivo de Abutres do Novo Mundo (mais conhecidos por nós como urubus) sobrevoando um espaço próximo e, logo ao sentir o cheiro de putrefação, percebi que se tratava de um cadáver de algum animal. Minha mente levou-me ao tempo em que vivia no Nordeste e como essa cena era comum em minha adolescência.
Os abutres são atraídos pela carne em estado de decomposição (são necrófagos) e os poderosos sucos gástricos em seu estômago fazem uma perfeita digestão sem adoecê-los ou matá-los. O próprio Jesus mencionou em um de seus discursos que o hábito desses animais tem relação direta com o ser humano e suas ações. Ele disse:

“Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão as águias (ou abutres)”. (Mateus 24.28)

Com essa imagem em mente, fui deslocado para a chuva torrencial de notícias semanais sobre a corrupção nos mais variados níveis da vida diária em nosso país. Claro, já estamos quase esgotados com tantas formas que as pessoas corrompidas, ética e moralmente, encontram para burlar as leis, enganar sistemas e desviar quantias vultosas de dinheiro.

Estouram denúncias e mais denúncias, CPI’s são abertas, julgamentos são realizados, pessoas (algumas) são condenadas e presas, “caixas-pretas” são reveladas, pessoas são ameaçadas e até mortas pelo esquema corruptor, e continuamente esse “aguaceiro” maldito não cessa de jorrar sua podridão. Descobrimos que a corrupção brasileira é endêmica, ou seja, está ligada a nós como a nossa pele e pode atingir a todos como “Cosa mostra”.

Nesse instante percebi a realidade da coisa. Os abutres ou urubus só rodeiam certos locais porque o cadáver está ali. Se não houvesse carne em putrefação, eles sobrevoariam outros locais em busca de seu alimento. Os urubus se alimentam deste tipo de material e não podem ser julgados por sua natureza, pois isso é de seu instinto animal. Mas o que dizer dos homens? Em nossa sociedade e em muitos dos seus lugares de poder e governo se instalaram abutres-humanos.

Entendi que toda essa corrupção e desmandos, toda essa podridão e DNA malditos só atraem abutres-humanos para perto de si. Óbvio que todos temos nossos erros e falhas e estamos sujeitos a quedas, mas o que estou falando não é deste nível de falha humana que pode ser resolvida com arrependimento e retorno à sensatez, estou falando dessa condição latente em certos ambientes que não apenas facilita, mas altera o caráter e a moral de todos ao seu redor.

É como um vírus sem cura que está escondido nas células do corpo e em certas condições e ambientes físicos favoráveis se manifesta trazendo destruição certa não havendo nada que possa ser feito e, qualquer que seja a intervenção cirúrgica ou medicamentosa, apenas retardará a morte por um pouco mais de tempo, todavia com grande sofrimento. Da mesma maneira, esses urubus-homens, corroem e consomem a tudo o que tocam.

Os locais de corrupção nunca poderiam ser habitados por pessoas de ética, caráter e moral, pois elas não resistiriam ao “mau cheiro” que eles exalam. Mas para os abutres-humanos, esses locais são um “paraíso alimentar”, pois são sua fonte de prazer e satisfação. A corrupção atrai os urubus-homens porque é “carne em putrefação” e estes só podem viver perto dessa “iguaria”.

Então, minha mente voou para um ponto mais distante. Como evitar que essa “carne putrefata” esteja disponível a esses abutres-humanos? A morte é certa para todos os animais e seres humanos, portanto, não podemos evitar a morte que causa a decomposição, mas podemos evitar que o cadáver seja exposto. Quando o dono de um animal morto faz sua parte, ou seja, enterra seu animal, os urubus não aparecem.

Em nossa sociedade e locais de poder/governo, algumas coisas vão “morrer”, tornarem-se obsoletas e necessitar de novas tecnologias para evitar as fraudes, mas isso deve ser feito com extrema rapidez para que os urubus-homens não se utilizem dessas “brechas” para sangrarem nossos recursos que nos são tão caros. Precisamos ser habilidosos para não permitirmos que nossos “cadáveres” estejam expostos atraindo esses animais-homens.

Voltei meus pensamentos à minha esposa que caminhava comigo e pensei que deveria me expressar sobre esse assunto.

Carlos Carvalho
Setembro de 2013


31 de jul. de 2013


Visitante em Embu-Guaçu

Cidade da região metropolitana de São Paulo, a 42 km da capital, emancipada em 1965, cujo nome significa em tupi “grande rio das cobras”, possui mais de 70 mil habitantes e uma cidade repleta de belos rios.

Na terça-feira, 30 de julho estive nesta cidade que considerei muito bonita com a aparência interiorana mesclada com ruas comerciais de centros periféricos da capital paulista. Lá estive por causa de um amigo especial que necessitava de um motorista e acompanhante em virtude de uma fratura em seu pé esquerdo que o impossibilitava de dirigir por largas horas e iria fechar um negócio no cartório da cidade.

Estacionei na Zona Azul da praça principal, a Ivan Braga de Oliveira onde se localiza o Fórum e o Centro Cultural 28 de Março. O mesmo complexo serve de fundo a um grande palco de eventos que conta com um pequeno e belo posto de informação da Secretaria da Cultura do município. Em frente à entrada lateral do Fórum está o Terminal Rodoviário de Embu-Guaçu, o principal da cidade.

Enquanto esperava meu querido amigo e para não incomodar as pessoas da casa que ele visitava antes de ir ao cartório, dirigi-me ao banheiro do Terminal. As dependências do banheiro masculino estavam horríveis e em péssimo estado de conservação, sem válvulas para a descarga e o chão muito sujo e molhado, uma verdadeira imundície. Havia um senhor que tentava manter o local limpo, mas naquelas condições era impossível.

Se o Terminal é uma concessão da Prefeitura a alguma empresa particular de ônibus, falta uma real fiscalização do local e da empresa, sendo necessária uma intervenção para que a preservação dos ambientes seja efetiva, por outro lado, se é local gerenciado por uma secretaria municipal, é preciso tomar sérias providências naquele lugar que é parte integrante da região central e visitada da cidade.

Qualquer que seja a situação, o local é mantido com recursos públicos e presta um enorme desserviço à população que se utiliza do Terminal e paga em várias instâncias impostos que deveriam ser revertidos para seu conforto. Mesmo que se diga que algumas pessoas é quem depredam e inutilizam o lugar, isso não é verdadeiro da maioria do povo que não faria tal coisa com o bem público.

Muitos problemas de destruição do patrimônio são resolvidos facilmente com a contratação ou criação de uma Guarda Municipal que, alocada diariamente nos pontos principais, como o Terminal, manteria terminantemente seguros e invioláveis os próprios ambientes públicos, além de auxiliar o trabalho da Polícia Militar, atendendo pequenas infrações e delitos.

Como visitante contribui com o comércio local, comprei na feira e contribui até com o município, pagando por duas vezes a Zona Azul, portanto, não me senti bem recepcionado pelas autoridades da cidade enquanto da manutenção da limpeza de um local público e certamente a sua população não se sente em nada bem tratada nesta questão dos banheiros do Terminal Rodoviário.

Prefeito e autoridades municipais de Embu-Guaçu, sei que não é preciso um visitante apontar uma “simples” falha da gestão de uma secretaria. Creio que vocês recebem reclamações diárias do povo e procuram sanar os problemas que chegam aos senhores pelos canais que são disponíveis à sociedade, mas não prestar atenção a um banheiro público dessa dimensão, porque talvez sirva apenas aos mais pobres e os ricos da cidade não lhes dizem nada, por não usarem esse sistema, não é muito inteligente.

Sem desejar criar problemas à vossa gestão, sugiro que investiguem o caso e efetivem soluções para os que usam do Terminal possam expressar o quanto a sua Prefeitura de fato se importa com eles e que, na contrapartida de seus impostos, ela responde com melhorias para todos, inclusive para os que não possuem carros ou para os que não dispõem de muitos recursos.

Carlos Carvalho


24 de jul. de 2013


Indústria das multas no Brasil

Além das câmeras instaladas nas ruas, em semáforos, daquelas que regulam o limite de velocidade em vias que não precisariam ou que são bem acima da regulada, das câmeras escondias atrás de placas nas rodovias ou da Polícia Militar envolvida na aplicação delas, só recentemente percebi a nova "tecnologia" utilizada para nos “pegar” na infração: binóculos.

Alguns veículos da Policia Rodoviária ficam escondidos em certas vias com binóculos para multar aqueles que infringem as leis de trânsito, como por exemplo, trafegar no acostamento e ultrapassar os limites de velocidade. Na região da Rodovia Presidente Dutra, altura do Km 220, é um exemplo disso.

Claro que não estou fazendo apologia às infrações de trânsito, mas muitas vezes com o caos nas estradas e a falta de inteligência dos órgãos competentes para viabilizar o tráfego, isto facilita o outro lado da moeda, o da infração por parte de alguns. Não é certo infringir as leis de trânsito, mas em muitos casos a paciência vai embora e...

Creio que a segurança nas vias públicas é essencial não necessitando alterar nenhuma das leis de trânsito vigentes em nosso país, mas sabemos que de fato há uma indústria das multas que opera indiscriminadamente em muitas das grandes cidades, há sim, e isso com o aval das governanças municipais. Sei o quanto o cumprimento das leis evitaria a maioria dos acidentes e das mortes nas vias, portanto critico somente a indústria das multas.

Carlos Carvalho


16 de jul. de 2013


Quando a Justiça é lenta


“Quando os crimes não são castigados logo, o coração do homem se enche de planos para fazer o mal.” (Nova Versão Internacional)

“Porque a sentença não se executa logo contra uma má obra, por isso o coração dos filhos dos homens é inteiramente disposto a praticar o mal.” (Sociedade Bíblica Britânica)
Eclesiastes 8.11

“Verba docente, exempla trahunt.”
(“Palavras instruem, exemplos arrastam”)
Sêneca, o Jovem

Inicio dizendo que não sou a favor da pena de morte, mas da prisão perpétua ou do cumprimento integral da pena de quem quer que tenha praticado algum crime e que este indivíduo tenha condições de exercer alguma função trabalhista, dada as suas circunstâncias, para que preso, não seja um ser improdutivo, que possa reservar recursos para quando sua pena terminar, ou se não, deixar à sua família algo de valor; que também possa ser educado no regime fechado em todos os níveis: Alfabetização, Fundamental, Médio e Superior).
Quando me deparei com este texto logo vieram à minha mente dois tipos de notícias que são repetidas todas as semanas no Brasil: a larga escala da impunidade de menores (não sou contra o ECA, sou contra sua visão sobre a infância que não é mais real hoje) e a tolerância aos crimes de homicídio e corrupção que desenvolvemos ao longo dos séculos de nossa existência como nação. É desnecessário me utilizar de textos complementares e de referências para isso, bastando apenas a quem se interesse pelo assunto buscar na internet.
Questões mais sérias como a discussão sobre a inimputabilidade do menor ou sua punibilidade independente da idade de imputável pleno, são muito mais sérias e necessárias em nossos dias diante do crescimento da criminalidade do menor aliciado por pessoas que os usam para se livrar das penas. O fato no menor ser corrompido por maior não anula o crime cometido por ele, da mesma forma que não desresponsabiliza o corruptor. E é óbvio que estamos falando dos crimes de homicídio, que apenas 10% do total são cometidos por menores.
Se a inimputabilidade é a inexistência da capacidade de compreensão do ato cometido e de suas consequências, a impunibilidade não deve ser posta fora da equação, pois do contrário, o resultado não é outro, senão o alto grau de aliciamento de menores para o mundo do crime. Por mais difícil que seja aceitar o fato, a inimputabilidade acabou por se tornar uma fuga bem elaborada para os adultos criminosos e, em certos casos, assume uma glamorização do crime na mente do menor.
Paralelamente a esse quadro assistimos dia após dia toda forma impunidade no país, de homicídios confessados e depois de anos absolvidos ou não plenamente julgados como os casos da irmã Dorothy e de PC Farias e de sua namorada, longe de um desfecho final concreto até os crimes contra o patrimônio público e de colarinho branco serem simplesmente desconsiderados em sua gravidade.
Somado a isso, temos a corrupção das polícias, dos funcionários públicos agindo no desvio de grandes somas de dinheiro, nas fraudes contra o sistema previdenciário, das fraudes e ilegalidades que empresas cometem quando da demissão de funcionários, como o não recolhimento do INSS ou o depósito do Fundo de Garantia, além da própria corrupção instaurada nos halls do poder governante do país.
Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e todas as demais capitais e cidades brasileiras convivem com certo grau “aceitável” de corrupção em seus governos e estamentos sociais. Para se ter uma ideia do tamanho da coisa, o Instituto Ethos veiculou uma pesquisa que o Jornal Valor Econômico publicou, sobre a aceitação dos profissionais das corporações brasileiras de conviverem bem com a falta de ética e com a corrupção. É alarmante o número!
Mas disso tudo nós já sabemos e vemos como uma reprise defeituosa de um processador de filmes ou de áudio continuamente. A questão talvez esteja em outra esfera e não naquelas que estamos acostumados a discorrer. Talvez toda essa tolerância tanto dos poderes, de nosso povo e mesmo do ECA, não sejam demonstrações de uma “evolução social e estrutural” que vivemos como sociedade que amadurece, mas exatamente o contrário. Talvez toda essa tolerância aponte para o fracasso de nossa sociedade e da família em educar e disciplinar os nossos filhos.
É bem possível que todas essas manobras legais, estatutárias, implantações de delegacias especais e leis especiais sejam a corroboração legal de nossa ineficiência como democracia, sociedade, família e povo. E se não tratarmos de fato, seriamente disso, sem desculpas e respostas prontas sociológicas e psicológicas que não servem ao observado na prática, temo que em pouco tempo haja uma implosão de violência por causa dessa impunidade e tolerância a níveis nunca antes vistos no Brasil.
Por onde começar a mudança? Pelo começo. Pela família estruturada, pela aplicação correta e total das penas, pela escola, pela ética, pela moral, por leis mais justas, e se necessário for, por uma revolução real, não “cultural” ou “guerrilheira”, mas uma revolução concreta de valores.

Carlos Carvalho