27 de out. de 2014


Maconha e sua saúde: o que 20 anos de pesquisa revelam


Wayne Hall, professor e diretor do Centro de Pesquisa em Abuso de Substâncias dos Jovens da Universidade de Queensland, na Austrália, publicou uma nova revisão bibliográfica analisando estudos feitos sobre os efeitos da maconha na saúde entre 1993 e 2013.

O uso da maconha tornou-se cada vez mais prevalente ao longo dos anos e a revisão de estudos sobre o tema resume o que os pesquisadores têm aprendido sobre os efeitos da droga, sobre a saúde humana e o bem-estar geral ao longo das últimas duas décadas.

Ele descobriu que adolescentes que usam maconha regularmente são cerca de duas vezes mais propensos do que os não usuários a abandonar a escola, bem como a experimentar comprometimento cognitivo e psicose quando adultos. Além disso, alguns estudos também ligaram o consumo de cannabis na adolescência ao uso de outras drogas ilícitas, de acordo com a revisão, publicada na revista “Addiction”.

O risco de uma pessoa sofrer uma overdose fatal de maconha é “extremamente pequeno”, e não há relatos de overdoses fatais na literatura científica. No entanto, tem havido relatos de casos de mortes 
por problemas cardíacos em homens aparentemente saudáveis depois de terem fumado maconha.

Segundo o relatório. “A percepção de que a maconha é uma droga segura é uma reação equivocada de um passado histórico de exagero de seus riscos para a saúde”, opina Hall. No entanto, ele acrescenta que a maconha “não é tão prejudicial quanto outras drogas ilícitas como anfetaminas, cocaína e heroína”.

Segundo o pesquisador, o uso da maconha traz alguns dos mesmos riscos que o uso de álcool, tais como aumento do risco de acidentes, dependência e psicose. Além disso, é provável que pessoas de meia-idade que fumam maconha tenham um risco aumentado de sofrer um ataque cardíaco. No entanto, “efeitos sobre a função respiratória e câncer respiratório ainda não estão claros, porque a maioria dos fumantes de maconha fumaram ou ainda fumam tabaco”.

Os críticos argumentam que outras variáveis, além do uso de maconha, podem influenciar e aumentar os riscos de tais problemas de saúde mental e que, em primeiro lugar, é possível que as pessoas com problemas de saúde mental sejam mais propensas a usar maconha. Quanto aos efeitos do consumo de cannabis em mulheres grávidas, a droga pode reduzir um pouco o peso do bebê ao nascer, de acordo com Hall.

Os efeitos de euforia que os consumidores de maconha procuram na droga vêm principalmente de seu ingrediente psicoativo, chamado delta-9-tetrahidrocanabinol, mais conhecido como THC. Durante os últimos 30 anos, o teor de THC da maconha consumida nos Estados Unidos saltou de menos de 2%, em 1980, para 8,5% em 2006.

Segundo o pesquisador, é provável que o teor de THC da droga também tenha aumentado em outros países desenvolvidos. Porém, não está claro se esse aumento pode ter um efeito sobre a saúde dos usuários. Alguns argumentam que não haveria aumento de dano se os usuários ajustassem suas doses da droga, usando menos dos produtos mais potentes para obter os mesmos efeitos psicológicos que procuram. No entanto, “a evidência limitada sugere que os usuários não ajustam completamente sua dose de acordo com potência, e por isso, provavelmente, recebem doses maiores de THC do que costumava ser o caso”, disse Hall.

Os estudos sobre a utilização de álcool – e, em menor extensão, de outras drogas, tais como os opióides – também demonstraram que as formas mais potentes destas substâncias aumentam o nível de intoxicação dos utilizadores, bem como o risco de acidentes e do desenvolvimento de dependência. [Live Science]

Extraído de HYPESCIENCE
http://hypescience.com/maconha-e-sua-saude-o-que-20-anos-de-pesquisa-revelam/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29

1 de set. de 2014

Guarulhos e o Brasil

Guarulhos e o Brasil

Nesta semana (28/08), o IBGE[1] lançou a estimativa da população das cidades brasileiras, com os dados das maiores e das menores. A população brasileira é aproximadamente de 202 milhões, perto dos 203. O município de São Paulo é de longe o mais populoso do país com mais de 11 milhões de habitantes, e nenhuma cidade brasileira chega perto desta marca.

Na outra ponta, Serra da Saudade, no estado de Minas Gerais é o município que possui a menor população, estimada em 822 habitantes. Os 25 municípios com menor população somam ao todo quase 33 mil pessoas, um percentual de 0,02% dos habitantes do país.

O destaque vai para as cidades brasileiras de maior população, não levando em conta as capitais. Guarulhos é a primeira cidade com cerca de 1,3 milhões de pessoas. Ou seja, ela se constitui na principal cidade brasileira em termos populacionais, sem as capitais. Após Guarulhos, na lista das 25 cidades mais densas, vem Campinas (SP) e São Gonçalo (RJ), também com mais de 1 milhão, e as restantes, com menos de 1 milhão de habitantes.

Guarulhos deveria se orgulhar destes dados, mas está longe disso, ao menos na perspectiva de grande parte de seus moradores. Uma cidade que não está interligada, pois a Rodovia Presidente Dutra a corta quase ao meio e não há viadutos que aproximem os bairros. Existem passarelas, mas esta medida serve apenas aos pedestres, que precisam se expor a muitos riscos e grandes caminhadas para acessar os pontos de ônibus.

Há gargalos de trânsitos que já deveriam ter sido resolvidos, como o da região do Bonsucesso, mas é crônico e aparentemente tratado com descaso pelos que se utilizam daquelas vias da região. Existem feiras de longa data em avenidas como no bairro São João (av. Juarez Távora), onde nos dias de hoje são inviáveis para o trânsito e o comércio local, mas sem nenhuma solução das autoridades.

Há a contínua e irritante destruição crônica que o SAAE faz das ruas por toda a cidade, escavando e esburacando nossas vias, numa demonstração de elevada falta de gerenciamento das vias aquosas, além da igualmente irritante empresa responsável pelo recapeamento do asfalto destruído, em não nivelar o novo asfalto pelo anterior, causando uma infinita quantidade de ondulações que impossibilitam um tráfego tranqüilo e nulo aos portadores de deficiências – isso sem falar das calçadas irregulares permitidas por toda a cidade.

Com um dos mais altos IPTU, que a faz figurar entre as 20 cidades paulistas[2] que mais o cobram, além de pagar anualmente o famigerado IPVA – que nada mais é do que o imposto pela propriedade do seu veículo, isso significa que você compra seu carro todos os anos, e nada é feito para mudar isso! – que ao final, a rua por onde você anda e por onde seu veículo trafega deveriam ser as melhores, mas a realidade é outra, não só em Guarulhos, é claro.

Os nossos representantes no cenário estadual e federal, não se preocupam com a estrutura da cidade, pois quando percebemos suas movimentações, vemos ações em relação certas questões culturais e afins, como se somente estes fossem os problemas de uma cidade que é a maior do país – não contando as capitais. Sem mencionar a segurança e a corrupção policial e os problemas dos presídios, situações que não acontecem só por aqui.

Outro grande destaque negativo é a empresa GRU que assumiu o nosso Aeroporto. Não bastasse já ser alvo de investigações[3], ela deliberadamente, com a anuência ou não (ainda não está claro) da Prefeitura da cidade, enganou milhares de moradores da região do São João e circunvizinhança com a inutilização da passagem que dava acesso à Rodovia Hélio Smidt, com a desculpa esfarrapada de que ponte “não era sustentável”[4]. E mais uma vez, as coisas continuam como estão, sem que nada seja feito.

O leitor deve notar que todas essas citações são problemas de ordem estrutural, sem, contudo, adentrar em diversos outros problemas como escolas, saneamento básico, evasão de grandes empresas para outras cidades por conta da carga tributária e outros fatores, como por exemplo, a Raiovac, a Phillips e a Cadbury Adams, fabricante dos famosos Chicletes Adams, isso apenas para ficar por aqui.

Uma cidade com a vocação de grandeza e envergadura nacional, pois a porta de entrada do Brasil em muitos aspectos é Guarulhos, pelo maior Aeroporto da América do Sul e pelo comércio que passa e é gerado em nossa cidade para todo o país, não pode continuar sem criar soluções contínuas para os contínuos problemas que uma cidade deste porte envolve. A política pública e a gestão pública precisam compreender essa dinâmica e diariamente dar respostas imediatas, não somente aos problemas sociais, mas também às demandas estruturais e circunstanciais da própria cidade.

Amar uma cidade não é somente dizer que a ama, morar nela por décadas ou pensar apenas para uma elite ou grupo específico. Amar uma cidade é pensar diariamente em soluções para ela toda. É preciso montar uma equipe apolítica para isso, composta de pessoas que estão comprometidas, não com guetos, mas com a cidade plena. Mentes capazes de produzir soluções e em conjunto, pois uma cidade não é gerida por um partido ou por uma pessoa é construção de todos.


C. K. Carvalho
Teólogo e graduando em Ciências Sociais pela Universidade Metodista – Pólo Guarulhos.
Fundador da ONG ABAN Brasil






[1] http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/pdf/analise_estimativas_2014.pdf

[2] http://www1.folha.uol.com.br/infograficos/2013/10/78512-ranking-da-carga-tributaria-municipal.shtml

[3] http://digital.estadao.com.br/download/pdf/2013/09/26/B7.pdf

[4] http://www.guarulhosweb.com.br/noticia.php?nr=57964

25 de ago. de 2014


BUROCRACIA POLICIAL

Sabemos que em nosso país a burocracia merece o apelido de “burrocracia”. Também não ignoramos que essa burocracia beneficia a certos setores governamentais e facilita a corrupção e o desvio de recursos públicos aos “abutres” no poder. São fatos infelizes, mas reais em nossa amada pátria.

Soube de uma história que é tão absurda, mas perfeitamente cabível nos moldes dessa confusão oficial instalada desde sempre nos meandros civis e militares por aqui. A contarei sutilmente para preservar as famílias envolvidas na situação, por respeito ao sofrimento causado pelo caso e compreendendo que muito disso não é culpa da força policial, mas do sistema que não serve às atuais necessidades das vítimas e tampouco serve às demandas criminais de nossos dias.

Um homem em minha cidade num ato passional e violento matou sua companheira com um golpe chamado Hadaka Jime ou Mata-Leão (como foi apelidado no Brasil). É um golpe de estrangulamento usado nas artes marciais japonesas, realizada pelas costas do oponente. É original do grupo de técnicas do jiu-jítsu e judô, conhecido como shime waza.

Após matá-la levou-a a um local em sua região e deixou o corpo à vista de quem passasse por ali. Veio-lhe um tremendo remorso pelo feito e decidiu entregar-se à polícia, confessando o crime e dizendo onde o corpo poderia ser encontrado. Apurado os fatos, a burocracia policial não o pode prender, pois sem o corpo (ainda não feito análise no IML), sendo o mesmo réu primário e não ter sido lavrado os autos para pedir sua prisão preventiva, mandaram-no esperar em sua residência, depois de liberá-lo da delegacia.

O seu crime chegou aos ouvidos dos reais criminosos de sua região e ameaçaram-lhe tirar a vida se o encontrassem e, temendo por sua vida (sem imaginar que tirou a de sua esposa sem pensar), foi novamente à delegacia para tentar ser preso pela segunda vez. Ao chegar, já havia dado tempo dos autos serem lavrados e sua prisão já havia sido pedida, foi encaminhado ao cárcere.

Isso não foi ficção, filme ou novela. Aconteceu realmente. É vergonhoso, trágico e assustador o caminho que nossa lei tomou para punir os crimes na sociedade e a ridícula tolerância que vemos com a hediondez perpetrada pelos que sabem que ficarão impunes com todas as desculpas que se dá para manter esse status quo.

Como constantemente diz minha esposa: “Que é isso, Brasil?”


© C. K. Carvalho
Agosto de 2014

15 de ago. de 2014

Pássaros Presos em gaiolas


"Pássaros criados em gaiola, acreditam que voar é uma doença."


Esta é uma das frases mais conhecidas de Alejandro Jodorowsky, um chileno-francês, filho de judeus, nascido em 1929, cineasta, dramaturgo, ator, autor, músico, escritor de quadrinhos e guru espiritual. Em seus pontos de vista religiosos, Jodorowsky chamou a si mesmo um "místico ateu". Com gosto pelo Tarô e sem ter terminado o curso de Psicologia, passou a trabalhar por muitos anos de sua vida com a terapia em três áreas: psicomagia, psicogenealogia e massagem iniciática.
         
 
Adicionar legenda
      Para Jodorowsky, a psicomagia visa curar as feridas psicológicas sofridas na vida. Essa terapia é baseada na crença de que o desempenho de determinados atos podem agir diretamente sobre a mente inconsciente, libertando-o de uma série de traumas, alguns dos quais, os praticantes da terapia acreditam são passadas de geração em geração.

A psicogenealogia, segundo ele, inclui o estudo da personalidade e da família árvore do paciente, a fim de melhor atender às suas fontes específicas. Coisas bem parecidas com as crenças dos Mórmons sobre a genealogia. Jodorowsky tem vários livros sobre seus métodos terapêuticos, já publicou mais de 23 romances e tratados filosóficos, junto com dezenas de artigos e entrevistas.

Imaginem um ateu místico. Que mistura confusa essa, não? Mas há espaço para qualquer coisa, por mais estranha que pareça no universo.

Pensando sobre a frase...

Ouso dizer que em linguagem poética e mística, como é comum a Jodorowsky, a frase poderia fazer sentido estético, porém é preciso dizer que: pássaros não “acreditam”, não “pensam” e não sabem o que é “doença”. Portanto, ela é somente uma frase solta, mesmo tendo a aparência de beleza subjetiva ou alguma analogia com as prisões da psique humana.


C. K. Carvalho
Pesquisador autônomo

Fonte:

Disponível em: http://en.wikipedia.org/wiki/Alejandro_Jodorowsky

13 de ago. de 2014


A Enorme e Histórica Contribuição dos Judeus ao Mundo

Extraído

Pouco tempo atrás, o Irã e o líder supremo, aiatolá Ruhollah Khomeini, pediu ao mundo muçulmano para boicotar tudo e qualquer coisa que tenha origem judaica. Em resposta, Meyer M. Treinkman, um farmacêutico, fora da bondade de seu coração, se ofereceu para ajudá-los em seu boicote da seguinte forma:

"Qualquer muçulmano que tenha sífilis não deve ser curado pelo teste de Wasserman que foi descoberto por um judeu Dr. Ehrlich. Muçulmanos que tenham gonorréia, não deveriam procurar o diagnóstico, porque vão estar usando o método de  um judeu chamado Neissner.

"Um muçulmano que tenha uma doença cardíaca não deve usar Digitalis, descoberta por um judeu, Ludwig Traube.

Se ele sofrer com uma dor de dente, não deve usar Novocaína, uma descoberta dos judeus, Widal e Weil.

Se um muçulmano tiver diabetes, não deve usar insulina, o resultado da pesquisa por Minkowsky, um judeu.

Se alguém tem uma dor de cabeça, deve evitar Pyramidon e Antypyrin, devido aos judeus Spiro e Ellege.

Muçulmanos com convulsões devem ficar assim, porque era um judeu Oscar Leibreich, que propôs o uso de hidrato de cloral.

Árabes devem fazer o mesmo com seus males psíquicos, porque Freud, pai da  psicanálise, era um judeu.

Se uma criança muçulmana pegar Difteria, ela deve abster-se de o "Schick" (reação), que foi inventado pelo judeu, Bella Schick.

Os muçulmanos devem estar prontos para morrer em grande número e não devem permitir o tratamento da orelha e danos cerebrais, trabalho de judeu ganhador do Prêmio Nobel, Robert Baram.

Eles devem continuar a morrer ou ficar aleijados por Paralisia Infantil, porque o descobridor da vacina antipolio é judeu, Jonas Salk.

Os muçulmanos devem se recusar a usar estreptomicina e continuar a morrer de tuberculose, porque um judeu, Zalman Waxman, inventou a droga milagrosa contra esta doença mortal.

Médicos muçulmanos devem descartar todas as descobertas e melhorias por dermatologista Judas Sehn Bento, ou o especialista em pulmão, Frawnkel, e de muitas outras de renome mundial cientistas judeus e especialistas médicos.

"Muçulmanos apropriadamente devem permanecer aflitos com sífilis, gonorréia, doença de coração, dores de cabeça, tifo, diabetes, transtornos mentais, convulsões poliomielite e tuberculose e terem orgulho em obedecer ao boicote islâmico".

Ah, e por falar nisso, não chame um médico em seu telefone celular porque o telefone celular foi inventado em Israel por um engenheiro judeu.

Que contribuições médicas para o mundo os muçulmanos fizeram?

A população Islâmica é de aproximadamente 1.200.000.000 (um bilhão e duzentos milhões) ou 20% da população do mundo.
Eles receberam os seguintes Prêmios Nobel:
Literatura:
1988 - Najib Mahfooz
Paz:
1978 - Mohamed Anwar El-Sadat
1990 - Elias James Corey
1994 - Yasser Arafat:
1999 - Ahmed Zewai
 Economia:
(Zero)
Física:
(Zero)
Medicina:
1960 - Peter Brian Medawar
1998 - Mourad Ferid
TOTAL: 7 SETE

A população global judia é de aproximadamente 14 milhões, cerca de 0,02% da população do mundo.
Eles receberam os seguintes Premios Nobel:
Literatura:
1910 - Paul Heyse
1927 - Henri Bergson
1958 - Boris Pasternak
1966 - Shmuel Yosef Agnon
1966 - Nelly Sachs
1976 - Saul Bellow
1978 - Isaac Bashevis Singer
1981 - Elias Canetti
1987 - Joseph Brodsky
1991 - Nadine Gordimer Mundial
Paz:
1911 - Alfred Fried
1911 - Tobias Michael Carel Asser
1968 - René Cassin
1973 - Henry Kissinger
1978 - Menachem Begin
1986 - Elie Wiesel
1994 - Shimon Peres
1994 - Yitzhak Rabin
Física:
1905 - Adolf Von Baeyer
1906 - Henri Moissan
1907 - Albert Abraham Michelson
1908 - Gabriel Lippmann
1910 - Otto Wallach
1915 - Richard Willstaetter
1918 - Fritz Haber
1921 - Albert Einstein
1922 - Niels Bohr
1925 - James Franck
1925 - Gustav Hertz
1943 - Gustav Stern
1943 - George Charles de Hevesy
1944 - Isidor Isaac Rabi
1952 - Felix Bloch
1954 - Max Born
1958 - Igor Tamm
1959 - Emilio Segre
1960 - Donald A. Glaser
1961 - Robert Hofstadter
1961 - Melvin Calvin
1962 - Lev Davidovich Landau
1962 - Max Ferdinand Perutz
1965 - Richard Phillips Feynman
1965 - Julian Schwinger
1969 - Murray Gell-Mann
1971 - Dennis Gabor
1972 - William Howard Stein
1973 - Brian David Josephson
1975 - Benjamin Mottleson
1976 - Burton Richter
1977 - Ilya Prigogine
1978 - Arno Penzias Allan
1978 - Peter L Kapitza
1979 - Stephen Weinberg
1979 - Sheldon Glashow
1979 - Herbert Charles Brown
1980 - Paul Berg
1980 - Walter Gilbert
1981 - Roald Hoffmann
1982 - Aaron Klug
1985 - Albert A. Hauptman
1985 - Jerome Karle
1986 - Dudley R. Herschbach
1988 - Robert Huber
1988 - Leon Lederman
1988 - Melvin Schwartz
1988 - Jack Steinberger
1989 - Sidney Altman
1990 - Jerome Friedman
1992 - Rudolph Marcus
1995 - Martin Perl
2000 - Alan J. Heeger
Economia:
1970 - Paul Anthony Samuelson
1971 - Simon Kuznets
1972 - Kenneth Joseph Arrow
1975 - Leonid Kantorovich
1976 - Milton Friedman
1978 - Herbert A. Simon
1980 - Lawrence Robert Klein
1985 - Franco Modigliani
1987 - Robert M. Solow
1990 - Harry Markowitz
1990 - Merton Miller
1992 - Gary Becker
1993 - Robert Fogel
Medicina:
1908 - Elie Metchnikoff
1908 - Paul Erlich
1914 - Robert Barany
1922 - Otto Meyerhof
1930 - Karl Landsteiner
1931 - Otto Warburg
1936 - Otto Loewi
1944 - Joseph Erlanger
1944 - Herbert Spencer Gasser
1945 - Ernst Boris Cadeia
1946 - Hermann Joseph Muller
1950 - Tadeus Reichstein
1952 - Selman Abraham Waksman
1953 - Hans Krebs
1953 - Fritz Albert Lipmann
1958 - Joshua Lederberg
1959 - Arthur Kornberg
1964 - Konrad Bloch
1965 - François Jacob
1965 - Andre Lwoff
1967 - George Wald
1968 - Marshall W. Nirenberg
1969 - Salvador Luria
1970 - Julius Axelrod
1970 - Sir Bernard Katz
1972 - Gerald Maurice Edelman
1975 - Howard Martin Temi
1976 - Baruch Blumberg S.
1977 - Roselyn Sussman Yalow
1978 - Daniel Nathans
1980 - Baruj Benacerraf
1984 - Cesar Milstein
1985 - Michael Stuart Brown
1985 - Joseph L. Goldstein
1986 - Stanley Cohen [& Rita Levi-Montalcini]
1988 - Gertrude Elion
1989 - Harold Varmus
1991 - Erwin Neher
1991 - Bert Sakmann
1993 - Richard J. Roberts
1993 - Phillip Sharp
1994 - Alfred Gilman
1995 - Edward B. Lewis
1996 - Lu RoseIacovino
TOTAL: 129!

Os judeus não promovem lavagem cerebral em crianças em campos de treino militar, ensinando-os a fazerem-se explodir e causar mortes de judeus e outros não-muçulmanos.

Os judeus não seqüestram aviões, nem matam atletas nos Jogos Olímpicos, ou fizeram explodir-se em restaurantes alemães.

Não há um único judeu que tenha destruído uma igreja.

Não há um único judeu que proteste matando pessoas. Os judeus não fazem tráfico de escravos, nem tem líderes que pedem Jihad e morte a todos os infiéis.

Talvez os muçulmanos do mundo devam considerar investir mais em educação e menos em padrão, culpando os judeus por todos os seus problemas.

Os muçulmanos devem perguntar “o que eles podem fazer para a humanidade ", antes de exigir que a humanidade os respeite.

Independentemente dos seus sentimentos sobre a crise entre Israel e os palestinos e seus vizinhos árabes, mesmo se você acredita que há mais culpa por parte de Israel, as duas frases seguintes realmente dizem tudo:

Se os árabes depuserem as armas hoje, não haveria violência nunca mais?
Se os judeus depuserem as armas hoje, não haveria mais Israel?

É uma questão de história que, quando o Comandante Supremo das Forças Aliadas, General Dwight Eisenhower, encontrou as vítimas dos campos de extermínio, ele ordenou todas as fotografias possíveis a serem tomadas, e que os alemães das cidades vizinhas fossem guiados através dos campos e ainda fez a enterrar os mortos.

Ele fez isso e disse em palavras: "Tenham tudo sobre documentação - obtenham os filmes - obtenham as testemunhas - porque em algum lugar no caminho da história algum bastardo se erguerá e dirá que isto nunca aconteceu '

Recentemente, no Reino Unido debatem-se para remover o Holocausto dos seus currículos escolares porque 'ofende' a população muçulmana, que afirma que nunca ocorreu. Ele não foi removido ainda. No entanto, este é um presságio assustador sobre o medo que está atingindo o mundo, e o quão facilmente cada país se rende a ele.

E agora, após a Segunda Guerra Mundial na Europa terminada, há mais de 65 anos. Agora, mais do que nunca, com o Irã, entre outros, sustentando que o Holocausto é um mito, é imperativo assegurar que o mundo nunca esqueça. Quantos anos vão passar para que se pense que o ataque ao World Trade Center 'nunca aconteceu' porque ofende alguns muçulmanos nos Estados Unidos?

"Em Deus nós confiamos, e somos uma nação sob Deus"!

C.K. Carvalho

Agosto de 2014

18 de jun. de 2014


Percepção de Hamster

São bichinhos fofinhos e desejados por muitas crianças e até por adultos no Ocidente. São roedores e, por natureza, destroem tudo o que for de madeira e papel em seu ambiente, mas isso é natural, pois seus dentes necessitam disso. Gostam de seus brinquedos e entre eles as rodas giratórias. Elas são essenciais para aliviar o estresse e ajudar o hamster a não ficar obeso.

Apresentação feita estive pensando estes dias sobre este animalzinho quando está girando aquela roda. Para o hamster todo o mundo ao seu redor se move enquanto se exercita ali. As pessoas passam por ele, luzes se acendem e apagam, móveis são tirados do lugar, tudo se move ao seu redor, mas ele, ainda que movimentando-se, não sai do lugar.

Pensei que esta situação pode ter alguma conexão conosco. Imagine que a vida está passando, as pessoas estão se locomovendo indo de um lado para outro, as coisas estão se movendo, os veículos passam próximos de nós e ouvimos seus sons, ouvimos as vozes de outros passando, todo o mundo se move, mas nós podemos estar num movimento de hamster.

No movemos ao redor de nós mesmos e de nossos impulsos, realizamos ações que não criam qualquer tipo de sinergia com outros, vivemos enclausurados em nossas próprias rodas giratórias da alma, e o pior, como um hamster, é possível que estejamos pensando que fazemos parte do movimento do mundo ao nosso redor. Isso é altamente preocupante.

É preciso sair de nossas gaiolas giratórias da alma, é necessário criar sinergia com outros, é preciso se envolver com a vida e conviver com o nosso entorno de pessoas e de demandas sociais, é preciso ser solidários e olhar para além de nossos guetos particulares e é igualmente necessário destruir a percepção de hamster em nosso olhar da vida e do mundo.


C. K. Carvalho

11 de junho de 2014

11 de jun. de 2014


Analfabetismo no Brasil – o mesmo do mesmo

Folheando uma antiga Enciclopédia Barsa de 1977, leio que nos anos 1970, o Censo Demográfico contava que 38% da população de então era analfabeta, num universo de mais de 93 milhões de pessoas oficialmente. Fiquei curioso e me detive um pouco de meus afazeres para pesquisar o quadro atual de nossas condições. Fui à “Barsa” de nossos dias, o Google, para verificar alguma notícia oficial.

Segundo as pesquisas do IBGE, o Brasil em 2000 contava em sua população com 12,8% de analfabetos e já no Censo de 2010, esse índice caiu para 9%. Isto significa duas coisas básicas: o nível de escolarização dos brasileiros aumentou nos últimos 40 anos e o número de alfabetizados passou para 91% em nossa população. Em 2012, os dados parciais já apontavam que o número de analfabetos haviam novamente caído para 8,7% do número total de brasileiros. Os dados são promissores.

Porém, outro quadro aparece que faz com que se necessite repensar a forma ou as técnicas utilizadas na alfabetização por aqui. O IBGE apontava em 2001 que 33% dos brasileiros eram analfabetos funcionais e em 2012 eram 20%. Hoje diz-se que esta taxa está em 18,4%. Uma pessoa considerada analfabeta funcional pode variar em dois níveis mais comuns para efeito de comparação. Vejamos:

Alfabetizados em nível rudimentar: localizam uma informação explícita em textos curtos e familiares (como, por exemplo, um anúncio ou pequena carta), leem e escrevem números usuais e realizam operações simples, como manusear dinheiro para o pagamento de pequenas quantias.

Alfabetizados em nível básico: leem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo com pequenas inferências, leem números na casa dos milhões, resolvem problemas envolvendo uma sequência simples de operações e têm noção de proporcionalidade.

     Agora façamos a matemática básica. Estamos em 2014 e lidamos com os dados do IBGE até 2012, mas estatisticamente podemos fazer inferências pelos números. Ao somarmos o número de analfabetos brasileiros com o de analfabetos funcionais, contamos ainda com o elevado percentual de 27,1% segundo as melhores pesquisas. Isto significa novamente duas coisas:
1.                              
                  Avançamos realmente na questão da alfabetização básica das pessoas.
2.     
                Mas em 42 anos só conseguimos alfabetizar plenamente 11% do total de analfabetos em relação ao percentual de 1970.

     Com esse percentual de alfabetização o crescimento de plenos alfabetizados foi de apenas 2,75% a cada 10 anos e 0,27% a cada ano, bem diferente das taxas apresentadas pelos nossos órgãos oficiais que declaram que o índice de analfabetismo cai 0,4% ao ano. Desta forma, é clara e evidente que nossa política educacional necessita de mudanças concretas para que os números não sejam alterados somente por causa de palavras – analfabetos / analfabetos funcionais / alfabetizados básicos – mas que alcancemos o nível sonhado de elevado percentual de plenamente alfabetizados.

      Sabemos que as condições de 40 anos atrás eram outras, a população era bem menor que a atual e os acessos também, mas na era da tecnologia é inaceitável as desculpas de hoje em nome das dificuldades do passado. Num país onde a educação é um direito constitucional, ainda estamos longe de tornar-se uma realidade plena para todos. A educação é um esforço consciente de todos, dos pais, da sociedade e do Estado.

       À luta, Brasil!


Carlos Carvalho
Graduando em Ciências Sociais pela Universidade Metodista de São Paulo

Referências:

Constituição da República Federativa do Brasil. Texto atualizado 2013. Pdf. Artigo 205.

Enciclopédia Barsa. São Paulo:Encyclopaedia Britannica Editores Ltda, 1977. Volume 3. p. 237-238.

IBGE: analfabetismo cresce pela primeira vez desde 1998. Disponível em: http://noticias.terra.com.br/educacao/ibge-analfabetismo-cresce-pela-primeira-vez-desde-1998,e5e1e55448c51410VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html. Acessado em 10/06/2014.

Inaf aponta o perfil do analfabeto funcional brasileiro. Disponível em: http://www.ibope.com.br/pt-br/noticias/Paginas/Inaf-aponta-o-perfil-do-analfabeto-funcional-brasileiro.aspx. Acessado em 10/06/2014.

Taxa de analfabetismo para de cair no Brasil após 15 anos, diz Pnad54. Disponível em: http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/09/27/analfabetismo-volta-a-crescer-no-brasil-apos-mais-de-15-anos-de-queda.htm. Acessado em 10/06/2014.

Você sabia que o número de pessoas que não sabem ler ou escrever está diminuindo no Brasil? Disponível em: http://7a12.ibge.gov.br/vamos-conhecer-o-brasil/nosso-povo/educacao. Acessado em 10/06/2014.